Opinião: "O oito" de Katherine Neville
- 11 de ago. de 2014
- 1 min de leitura
"O oito”
De Katherine Neville
Para ler O oito, foram precisos mais dias do que o habitual, não por ser um livro com mais de seiscentas páginas, mas sim pela história em si.
Podemos dizer que é um livro, no geral, complicado e até complexo. O argumento é interessante, no entanto, não é uma história que nos prenda do princípio ao fim. Não sentimos aquela necessidade quase incontrolável de o ler e de o levar para todo lado, até (e não raras vezes), para sítios como o WC (quem nunca aproveitou essa desculpa para ler mais uns minutos?!).
Em O oito tudo gira à volta da descoberta de um conjunto de xadrez, o Xadrez de Montglane que encerra em si um segredo que poderá conduzir os heróis da história ao segredo mais ansiado da humanidade, o elixir da juventude.
Num cruzamento entre eras e acontecimentos históricos a narrativa desenrola-se com muitos pormenores e de forma demorada, chegando mesmo a não despertar entusiasmo.
Quem o escolher para leitura de verão irá preferir mergulhos e bons filmes a uma boa tarde de leitura, pelo menos na maioria das vezes. No entanto, no final o sentimento é de que nem tudo foi mau. Louva-se a articulação feita entre personagens históricas, como Voltaire, Newton, Benjamin Franklin, entre outros.
O oito tem uma continuação com O fogo, publicado vinte anos depois. Prevê-se uma continuação da história, mas não estamos impelidos em segui-la de imediato.
A nossa classificação: 3





















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