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Opinião: "O velho sábio das montanhas" de Pedro Belo Clara

  • 30 de jan. de 2015
  • 2 min de leitura

"O velho sábio das montanhas”

De Pedro Belo Clara

Pedro Belo Clara no seu mais recente livro “O velho sábio das montanhas” transporta-nos para um cenário quase fantasioso e mostra-nos o quão mestre é com as palavras.

Não somos leitores compulsivos de poesia, à medida que o blogue tem vindo a crescer e a chegar a mais autores e a mais leitores têm-nos sido recomendados novos poetas, em várias ocasiões aceitámos o desafio de ler e falar sobre a poesia que lemos, e esta é uma dessas alturas.

Não nos podemos ainda afirmar como fãs de poesia, talvez por ainda não termos, efectivamente encontrado um autor que nos faça senti-la como dizem que a poesia deve ser sentida, no entanto, encontrámos uma nova satisfação ao ler Pedro Clara.

Despretenciosamente afirmamos ser o autor mágico com as palavras que escreve. Conseguimos sentir a poesia, poesia esta que foge à rima, o que nos agradou, que não se prende a rígidas regras e que simplesmente o é… poesia.

Gostámos da introdução em prosa que é feita, “O velho sábio das montanhas” começa com a narrativa de uma história onde há a expectativa da chegada de um ancião que irá falar para todos os que o queiram ouvir, toda a descrição da sua chegada revela a ansia de todos o que o aguardam. Consideramos uma introdução inteligente ao conjunto de poemas que se seguem, que mais não são do que a fala do velho sábio.

Deixaremos um exemplo de um poema, que como os restantes reflectem uma visão simples de tudo o que nos rodeia:

“A cada passada tua,

O mundo move-se contigo –

Levemente correndo

Como águas de um rio

Que desagua ao largo do Infinito.

Tão natural assim,

Como o suceder dos dias,

Vão-se os cenários diversos,

As cores e os perfumes –

Sem que um pedaço deles

Se não una ao pedaço que és.

(…)”

In O velho sábio das montanhas, pág. 81, Chiado Editora

A nossa classificação: 4

 
 
 

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