Opinião: "Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades" de Ione França
- 11 de mar. de 2015
- 2 min de leitura
"Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades"
De Ione França
Bem, é difícil tecermos considerações sobre este livro. Desde logo, o título parecia-nos prometedor, de coisas boas, no entanto, damos de caras com textos que nos parecem ser, no seu conjunto, um diário. A autora, conta-nos como sente e vê o que está à sua volta, o texto é muito mais complexo do que o título sugere. Não são "felicidades" para o leitor, esse não se deliciará com anedotas, não.
Serão, e aqui surge a nossa subjectiva interpretação, as pequenas grandes felicidades da autora, as pequenas coisas de que retira prazer, de que retira as suas felicidades, pese embora, em vários textos se sinta alguma nostalgia, melancolia e saudade.
É quase um livro cheio de instrospectivas, onde a autora também nos conta os seus medos, ou conta-os ao papel e depois decidiu-se a partilhá-los connosco. É ideal para quem gosta de se sentar e pensar nas pequenas coisas da vida, para quem gosta de se analisar e pensar mais além.
No geral, não é o nosso género de leitura preferida, no entanto, o que atrás ficou dito serve como pontos positivos.
Salientamos o facto de, infelizmente, pelo menos para nós, ser um texto demorado e que não nos impele a uma leitura contínua, talvez pelo seu carácter intrínseco. É muito próprio e íntimo.
Salientamos ainda, o facto de o livro trazer imagens, colagens feitas pela própria autora, não ficámos fãs, a bem da verdade, não as percebemos, não lhes conseguimos retirar sentido.
No entanto, destacamos o que já noutras opiniões afirmámos: não somos apreciadores de arte, no sentido em que não atingimos o ponto ideal da sua interpretação, nesse campo, faltar-nos-à sensibilidade.
Deixamos um excerto:
"Os primeiros instantes das manhãs. Sim, é verdade.
As manhãs têm os seus primeiros e decisivos instantes.
São momentos mais delicados, em que de olhos
abertos e em sobressalto vemos à nossa frente as últimas imagens do sonho.
(...)"
in Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades, Ione França, pág. 106, Canto Vigésimo sexto, 4Estações Editora
Classificação:
- Escrita: 7
- História: 7
- Revisão do texto: 8
- Complexidade: 8
- Trabalho gráfico: 7
- Total geral: 7.4






















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