Coluna do Autor: "Contra mim falo… " de Sofia Diogo
- 1 de mar. de 2017
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"Contra mim falo…"
de Sofia Diogo

É que estas coisas de desenvolvimento pessoal e ser mais e melhor a cada dia, nem sempre correm bem! Porque no limite do ser, somos seres humanos e o título “humano” deixa esta margem de aprendizagem no erro, na falha, na dor. Pois é. E desenganem-se os que pensam diferente pois isto de ser humano é mesmo desafiante à brava! Sempre que também dou por mim em “julgamentos” do outro, mando-me logo calar! No mínimo aquele ser está a fazer o melhor que sabe com os recursos que tem disponíveis no momento…! (pressuposto da famosa PNL – Programação Neurolinguística) Agora ponham-no em prática! Pois é…lá espreita o desafio! É que por vezes, bem vistas as coisas, e pelas minhas lentes (assumindo que elas “bem veem”), alguns seres podiam arranjar mais recursos ou tornarem-nos disponíveis, não? E de novo o julgamento! Quase sempre à espreita e quase sempre a dar o ar da sua graça! Agora o antidoto para esta coisa, quanto a mim é mesmo a aceitação. Aceitar o outro e o seu “mapa-mundo”. Aceitar a diferença. Só que aceitar também não é propriamente sinónimo de permitir! É que depois surgem estas fronteiras erróneas que podem causar dano na ecologia dessa capacidade em desenvolvimento de nos tornarmos mais humanos. Quando eu aceito o outro como ele é, permito que ele seja como é. Ponto final. Com as suas diferenças e semelhanças. Com a sua forma de estar. A sua forma de mostrar. De opinar ou de calar. O outro na sua imensidão de estar como escolhe, naquele momento. E até aqui tudo bem. Só que a fronteira surge quando por vezes o outro (que posso, mesmo, ser eu) escolhe a demostração ou a ação de algo que rompe com a ecologia! E explico: quando alguém diz algo, ou faz algo que no seu “mapa-mundo” é visto como “normal” e no entanto está a afetar outros mundos! Outros seres! O rasgo do equilíbrio acontece aqui, quando deixo de ser ecológico com o meu semelhante! Então neste cenário eu não devo aceitar o outro? Porque ele rasgou com algo que para mim é relevante e afeta o meu estado? Calma, então… Em boa verdade devo sim, aceitar o outro. O que posso escolher é a não aceitação do seu comportamento naquele contexto! Ecológico agora será antes a não permissão do comportamento que me infeta! E quando o faço, acredito também, estou assim a ajudar a tornar os recursos daquele ser humano mais disponíveis e, no limite, a permitir que ele se torne mais e melhor, desenvolvendo-se…Visto assim, quase que arrisco a escrever que o ciclo “crescimento – desafio - superação – crescimento”, se completa na relação consciente com o outro onde a comunicação efetiva e emocionalmente calibrada, terá o papel fulcral como mediadora! Na verdade o mundo onde co-habitam todos os mapas-mundo é realmente um sitio mágico e cheio de possibilidades! Saibamos afetar em vez de infetar e acreditemos que existe abundância para todos os seres (para lá de) humanos!
Sofia Diogo
Fevereiro 2016





















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