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Coluna do Autor: "Raúl Brandão" de João Paulo Simões

  • 23 de mai. de 2017
  • 1 min de leitura

"Raúl Brandão"

de João Paulo Simões

“Aqui não andam só os vivos - andam também os mortos. A humanidade é povoada pelos que se agitam numa existência transitória e baça, e pelos outros que se impõem como se estivessem vivos. Tudo está ligado e confundido.” Emissão “Vultos da História e da Cultura”

Quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

Os CTT lançaram uma emissão comemorativa “Vultos da História e da Cultura”, saída a público 21 de abril passado.

João Paulo Mesquita Simões

Maio de 2017

 
 
 

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