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Coluna do Autor: "Animais de raça ou não?" de Susana Esteves Nunes

  • 25 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

"Animais de raça ou não?"

de Susana Esteve Nunes


Não tenho nada contra as pessoas terem animais de raça pura. Eu própria ( que apenas tenho gatos resgatado da rua) sonho em ter um gato “raça sphynx” (aquele que parece um E.T.) Apenas porque me informei das suas características e percebi que me era bastante benéfico! Vinha mesmo a calhar nesta altura da minha vida. Seríamos ambos felizes, acho! Mas pesa-me sempre a consciência, e mesmo quando estava para comprar um desses, preferi adotar mais um “rafeiro” da rua! Custa-me sempre pensar que há tantos animais ( cães e gatos) a viver na rua, a precisar de um lar, e depois ir comprar um de raça só porque sim. Volto a dizer que nada tenho contra quem os compra, mas não consigo ignorar este facto.

É um flagelo evidente, e como se costuma dizer: para grandes males grandes remédios. Acho que devia de ser aprovada uma lei que proibisse, por algum tempo, a criação de animais de raça.

No fundo, para permitir a redução dos animais abandonados. Aqueles coitados que, por não terem “pedigree”, acabam por ser os preteridos! Eu própria, como referi, ando cheia de vontade de ter um gato da raça sphynx, não por ser de “marca” mas pelas suas características.

E acredito que, a maioria das pessoas, quando adquirem os animais de raça, seja por esse motivo, pois é mais fácil sabermos as características de um animal de raça, do que de um rafeiro. Porém, precisamos de tomar medidas e de saber respeitar estes seres tão necessitados. Já tive um sem número de gatos rafeiros, e acho-me, agora, com o direito de ter um de raça, o tal gato” sphynx”!

Gostei das suas características e acho que seria uma mais valia, não só a mim, mas principalmente para a gata rafeira que resgatei das ruas recentemente. Mas aí vem o tal sentimento de culpa... “E os outros todos que estão nas ruas, ou em instituições a precisar de um lar?” Pergunta que não quer calar e que ecoa na minha cabeça todos os dias. Os animais de raça também têm direito à vida, certo? Daí a minha ideia de se acabar, apenas por algum tempo, com a sua criação. ( não para sempre !)

No fundo é simples, ao invés de se comprar, adota-se. Os animais rafeiros já aí estão: nas ruas a precisar de alguém que tome conta deles. Os outros, os de raça, têm de se “ fabricar” para que se possam vender. Mas para que fique, uma vez mais, bem claro nada tenho contra os animais de raça, muito menos contra quem os compra.

Apenas acho que devemos todos refletir sobre este assunto.

Susana Esteves Nunes

Maio 2018

 
 
 

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