Coluna do Autor: "Mapas Mundo " de Sofia Diogo
- 1 de fev. de 2017
- 2 min de leitura
"Mapas Mundo"
de Sofia Diogo

Há um tema que me intriga muito: a verdade. Porque cada um tem a sua, ou aquilo que acha ser “a verdade”, o que pode querer dizer que existem tantas verdades quantas pessoas. E isso é no mínimo alucinante.
Ou seja em vez de verdades há alucinações sobre o que possa ser a verdade.
Mas isso põe-nos a viver num mundo um pouco doido, não?
Eu construo a minha verdade e o outro tem a sua e por aí fora… já pensaste na quantidade de criações diferentes que existem e na riqueza que esse mundo que chamas “doido” tem?
“Ensaio Sobre a Mente Humana” – Sofia Diogo
Um dos temas que muito me intrigou, quando aprofundei o conhecimento na minha certificação de Programação Neurolinguística, foi a questão de diferentes “mapas mundo”. A ideia de que a minha forma de olhar o mundo é única e diferente de qualquer outro trouxe-me a validação de estranheza que já tinha em mim. Algumas vezes em partilhas com outros seres, dava por mim a pensar, sempre que as minhas ideias eram acolhidas (ou não acolhidas) com estranheza, ou quando eu mesma estranhava ideias de outros: “será que sou de outro planeta”??
Numa das estórias do meu livro “Ensaio Sobre a Mente Humana” relato um diálogo interno onde procuro encontrar um significado diferente e talvez até mais divertido para este tema. Nele “mapa mundo” aparece como “verdade” pois o meu “mapa mundo” está cheio de “verdades”: as minhas verdades! Que mais não são do que representações internas (R.I.) da minha percepção do mundo (= o meu mapa mundo).
Desta forma fácil é olhar para o outro como alguém que ao olhar o exterior e os acontecimentos que nele se materializam, construirá uma estória única. E agora basta multiplicar esta ideia pelo número de seres humanos que existem no planeta terra e…UAU! 7,2 mil milhões de “mapas” espalhados pelo planeta azul!
Ao aceitarmos este pressuposto torna-se possível aceitar o outro também, e é aqui que reside o poder desta ideia! A verdade deixa de ser “a verdade”! A “minha verdade” pode ser vista então como a “minha alucinação sobre o que possa ser a verdade”. E como a minha, todas as outras “verdades”!
Se esta ideia tem muito de alucinante, tem também, acredito, muito de riqueza! Se cada um de nós e de acordo com os seus valores, crenças e filtros que possui, experimenta representações internas únicas, temos uma riqueza enorme de perspectivas e formas de abordar o mundo! Saibamos sim respeitar o “mapa mundo” de cada um e agir sempre com ecologia perante o outro!
Sofia Diogo
Janeiro 2017





















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