Coluna do Autor: "Snoopy" de João Paulo Simões
- 8 de jan. de 2018
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"Snoopy "
de João Paulo Simões

Não, não é o famoso Snoopy do “Peanuts”, aquela tira de jornal escrita e desenhada pelo cartoonista Norte-Americano, Charles Schulz, mas sim do meu caniche anão super peludo de cor de mel.
O Snoopy veio cá para casa com dois meses. Hoje tem cinco anos e meio.
Destruidor de pantufas, chinelos, meias, cuecas, e afins, não deixa de ser um cão meigo, simpático, afável e, sobretudo, um bom vigia.
Tratado como se de uma pessoa fosse, o Snoopy, tem o seu lugar à noite, aos pés da cama.
Depois, aproveita, e vai subindo. Subindo, até ficar ao meu lado, encostadinho à minha anca.
As posições, essas, são as mais variadas! Tal como em “Peanuts”, Snoopy dorme no teto da sua casota de barriga para cima, o meu, embora tenha uma excelente casota em madeira, forrada com cobertores, prefere o conforto da minha cama, onde também, de barriga para cima, faz uns bons sonos e ressona até!
Ração come. Mas a nossa comida é melhor. Passa de pessoa em pessoa, colocando as patas dianteiras nos nossos colos, ou a cabecita por baixo da mesa, apoiada nas nossas pernas, com o olhar mais lastimoso, de quem já não come há dias, ganindo e esperando pacientemente que lhe calhe algo.
Deitado no sofá, ou no chão da sala, se houver barulho de portas de armários, pratos, ou outro ruído familiar na cozinha, lá vai o coscuvilheiro do Snoopy indagar se é comida para ele.
Este é o cão que temos. Gostamos muito dele, e adoramos animais. Mas ele também gosta de nós!
João Paulo Mesquita Simões
Dezembro de 2017





















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